O Liverpool, atual campeão da Champions League após derrotar o compatriota Tottenham na decisão da última temporada, passou por um verdadeiro milagre na final de 2005. O fatídico jogo da virada impressionante sobre o Milan completará 15 anos em 2020 e marcou para sempre uma geração que começava a entender a essência do futebol naquela época.

Os Reds protagonizaram uma noite histórica em Istambul, na Turquia (palco da final do ano que vem). Naquela noite, o Milan detinha todo o favoritismo quando o ídolo Paolo Maldini abriu o placar e o argentino Hernan Crespo fez um doblete ainda no primeiro tempo da partida, deixando a equipe italiana com a ampla vantagem de 3 a 0 à frente no intervalo. Muitos pensaram ali que era o início de uma goleada e uma final de soberania milanesa.

Mas o time inglês tinha um capitão intenso e que não permitiu que sua equipe abaixasse a cabeça. Steven Gerrard começou a descontar no placar para 3-1 primeiros momentos do segundo tempo, que logo depois construiu jogadas para que Vladimír Šmicer e Xabi Alonso deixassem tudo igual no marcador em questão de minutos.  Quando todos se deram conta do 3 a 3, estava dada a largada para o início da saga de um milagre em Istambul. O Liverpoll conseguiu segurar o placar e o jogo foi para a prorrogação. Os torcedores rossoneros, que viram o time abrir 3 a 0 não estavam acreditando no que estavam vivendo.

Já o torcedor red cantou “You’ll never walk alone’’ como nunca e viram com otimismo o jogo ir para a decisão nos pênaltis.  Quem brilhou naquela hora foi o goleiro polonês da equipe inglesa. No Milan, Serginho e Pirlo perderam os dois pênaltis, enquanto Hamann e Cisse deixaram o Liverpool com vantagem. Riise acabou perdendo para os Reds, quando Kaká marcou para o Milan e Smicer marcou para os ingleses.

Na cobrança decisiva, o chute de Shevchenko foi defendida por Jerzy Dudek para dar o título mais que merecido para o Liverpool, que na ocasião se tornou pentacampeão do continente. Para Dudek, aquela foi a partida mais importante de sua carreira, como já declarou em entrevistas.  O Liverpool conseguiu fazer daquela final uma das mais importantes da história, calando os críticos e a torcida dos italianos. Para muitos, a mais marcante para uma geração, que começou a se apaixonar pelo futebol nos meados de 2005. E como o tempo passa rápido, essa partida já será uma debutante no ano que vem, completando seus 15 anos.

Bem, o ano do time de Gerrard e companhia só não terminou de maneira perfeita porque acabou perdendo o Mundial de Clubes para o São Paulo, campeão da Libertadores, que venceu com gol de Mineiro na decisão. Mas esse detalhe nunca apagou a glória máxima do time conterrâneo dos Beatles, comandado pelo espanhol Rafa Benítez na verdadeira “batalha de Istambul”.

Ficha técnica:

AC Milan: Dida, Cafu, Maldini, Stam, Nesta, Gattuso (Rui Costa 112), Seedorf (Serginho 86), Pirlo, Kaka, Shevchenko, Crespo (Tomasson 85).
Subs Not Used: Abbiati, Kaladze, Costacurta, Dhorasoo.

Gols: Maldini 1, Crespo 39, 44.

Liverpool: Dudek, Finnan (Hamann 46), Traore, Hyypia, Carragher, Riise, Gerrard, Luis Garcia, Alonso, Kewell (Smicer 23), Baros (Cisse 85).
Subs Not Used: Carson, Josemi, Nunez, Biscan.

Gols: Gerrard 54, Smicer 56, Alonso 59.

Árbitro: Manuel Enrique Mejuto Gonzalez (Espanha).